O jogo 4 entre Mavericks e Lakers no domingo é daqueles com tantas histórias dentro da história que fica até difícil saber por onde começar. Vamos começar então pelo fim, quando Phil Jackson deixou a quadra com um sorriso um tanto constrangido e caminhou até o vestiário. Foi a última vez que vimos esta cena. Acabava ali a carreira do técnico com o maior número de títulos na NBA, seis pelo Chicago, cinco pelo Los Angeles, sem contar os dois como jogador pelos Knicks. Falta dedo para tanto anel. E tudo acabou de forma melancólica, com uma derrota que transformou o atual campeão da liga num time limitado, frágil e até covarde.
A surra de 36 pontos aplicada pelo Dallas consumou uma varrida que nem o sonho mais otimista do Mark Cuban poderia imaginar. Justamente no jogo em que os Lakers precisavam desesperadamente da vitória para sobreviver, o Dallas resolveu bater recordes em chutes de três. Meteu 20 bolas, maior marca dos playoffs em todos os tempos, e Jason Terry igualou o maior feito individual com nove acertos em 10 tentativas. Foi demais para os campeões, que ainda perderam a cabeça e viram Odom e Bynum expulsos de forma patética após agredirem Nowitzki e Barea (a cotovelada do Bynum no Barea, então, foi de uma estupidez inaceitável, coisa de moleque).
O que fica para o time da Califórnia é uma série pífia do Pau Gasol, uma decadência notória na armação, um Kobe Bryant que tenta se virar como pode, e agora um buraco gigantesco no cargo de técnico. O que fica para o Dallas é uma chance de ouro de voltar a disputar o título. Na próxima fase, pega Oklahoma ou Memphis. É favorito? Acho que dá pra riscar essa palavra desta edição dos playoffs, né.
Mas pode palpitar à vontade nos comentários. Sem Lakers e Spurs no caminho, quem você acha que leva o Oeste? E no Leste? Será que o Atlanta apronta mesmo para cima do Chicago? E o Boston tem gás para virar contra o Miami? Com a palavra, você.

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